Na noite desta terça-feira (16), a Câmara Municipal voltou a ser palco de uma decisão que deve causar revolta entre trabalhadores e a população em geral. Uma Indicação de autoria dos vereadores Pastor Max e Domingos Reis, que solicitava ao Executivo Municipal o pagamento do 13º salário para zeladoras, vigias, garis e varredeiras de ruas contratados por meio de empresas terceirizadas, foi rejeitada pela maioria dos vereadores aliados ao prefeito Chiquinho, do PT. A não aprovação foi comemorada pelos parlamentares que apoiam o governo petista.

A proposta tinha como objetivo garantir um mínimo de reconhecimento a profissionais que exercem funções essenciais para o funcionamento da cidade, mas que historicamente enfrentam baixos salários e pouca valorização. Ainda assim, mesmo sem gerar impacto direto e imediato no orçamento — já que se tratava apenas de uma sugestão ao Executivo —, a base governista optou por derrubar a Indicação.
Com a decisão, esses trabalhadores continuarão recebendo apenas o salário mensal, sem o direito ao 13º salário, benefício tradicionalmente esperado no fim do ano e fundamental para complementar a renda de milhares de famílias.
Para vereadores da oposição e parte da população, a rejeição da Indicação evidencia a falta de sensibilidade social da gestão Chiquinho do PT e de seus aliados no Legislativo, que sequer aceitaram encaminhar a sugestão ao Executivo para análise. A votação foi interpretada como um recado claro de que as demandas dos trabalhadores terceirizados não são prioridade.
Até o momento, o prefeito Chiquinho do PT e os vereadores que votaram contra a Indicação não apresentaram justificativas públicas para a decisão. Enquanto isso, garis, vigias, zeladoras e varredeiras seguem invisíveis — e sem o 13º salário.

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