Um documento aprovado pela Câmara Municipal de Codó revela mais um episódio que tem provocado indignação e críticas por parte da população. Ano passado, os vereadores aprovaram uma lei que aumentou os próprios salários, garantindo reajuste nos vencimentos dos parlamentares . A decisão contrasta com uma votação recente em que a mesma Casa rejeitou uma indicação que pedia o pagamento do 13º salário para garis, vigias e zeladoras, trabalhadores terceirizados que exercem funções essenciais no município.

A aprovação do aumento salarial ocorreu sem grandes obstáculos em plenário, reforçando o entendimento de que, quando o benefício atinge diretamente os parlamentares, há consenso e agilidade. Já a indicação voltada aos trabalhadores de menor renda foi barrada pela maioria dos vereadores, mesmo se tratando apenas de uma sugestão ao Executivo, sem criação imediata de despesa obrigatória.

A comparação entre as duas decisões acendeu o debate sobre prioridades no Legislativo. De um lado, vereadores aprovam reajuste nos próprios salários; do outro, rejeitam a possibilidade de ampliar direitos básicos a categorias que dependem do salário para garantir a subsistência familiar, especialmente no fim do ano, quando o 13º salário costuma representar alívio financeiro.

Entre os parlamentares que votaram a favor do aumento salarial e, posteriormente, contra a indicação do 13º para os terceirizados, está o vereador Leonel Filho, que já vinha sendo alvo de críticas por sua postura em votações recentes. Para opositores e setores da sociedade civil, o episódio reforça a percepção de uma atuação parlamentar voltada à autoproteção de privilégios, em detrimento de pautas sociais.

A polêmica ganha ainda mais força diante do fato de que trabalhadores terceirizados e até funcionários contratados da própria Câmara não terão direito ao 13º salário, enquanto os vereadores asseguram reajustes e benefícios por meio de lei aprovada em plenário.

Até o momento, a Câmara Municipal e os vereadores citados não apresentaram justificativas públicas detalhadas sobre a diferença de tratamento entre o aumento salarial dos parlamentares e a rejeição da indicação que beneficiaria garis, vigias e zeladoras.

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