A Prefeitura de Codó resolveu, finalmente, abrir a “caixa-preta” e divulgar a lista oficial de funcionários. Mas o que era pra ser um ato de transparência acabou virando um verdadeiro escândalo — daqueles que deixam a população com mais perguntas do que respostas.

Logo de cara, um nome saltou aos olhos: Wellington Torres Rolim. Segundo os dados oficiais, ele é, desde o primeiro dia do governo de Chiquinho do PT, o secretário municipal de Articulação Política, com um salário de quase R$ 12 mil por mês.

Mas aí vem o choque: ninguém sabia disso.

Durante todo esse tempo, quem aparecia, dava entrevista, se comportava e até se apresentava publicamente como secretário era o ex-prefeito Zito Rolim. Nas redes sociais, inclusive, é ele quem assume o cargo sem qualquer cerimônia. Já o nome que consta na folha oficial… esse nunca foi visto. Nunca despachou, nunca apareceu, nunca foi reconhecido nem pela imprensa.

E aí fica a pergunta que não quer calar: quem era o secretário de verdade? Quem trabalhava — e, principalmente, quem estava recebendo?

Se for confirmado que Wellington estava só no papel, sem exercer de fato a função, estamos diante de um possível caso de “funcionário fantasma”. E isso não é só imoral, não — é ilegal. Esse tipo de situação pode ser enquadrado como improbidade administrativa, quando alguém recebe dinheiro público sem trabalhar, causando prejuízo aos cofres públicos.

E tem mais: o caso fica ainda mais pesado porque envolve pai e filho. Dependendo de como essa nomeação aconteceu, pode até entrar na conta do nepotismo — aquela velha prática de colocar parente em cargo público, que também é proibida e pode dar dor de cabeça na Justiça.

No fim das contas, o que era pra ser só uma lista virou um verdadeiro escândalo político. A sensação que fica é de que tinha muita coisa acontecendo nos bastidores, longe dos olhos da população.

Agora que tudo veio à tona, resta saber: alguém vai investigar isso a sério ou vai ficar por isso mesmo?

Porque uma coisa é certa — quando o dinheiro é público, o silêncio nunca deveria ser uma opção.