Enquanto alguns relacionamentos te impulsionam para o sucesso, outros podem te arrastar para o fundo do poço. Uma pesquisa do Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, revelou que mais de 32% das mulheres brasileiras já se individualizaram por causa de seus parceiros. O levantamento também mostrou que 7% das entrevistadas já tatuaram o nome da pessoa amada em algum lugar do corpo.

“É por esses motivos que temos visto com frequência muitas delas adotam o estilo de vida Sugar e priorizam conexões com homens bem-sucedidos e experiências, os Sugar Daddies, que estão dispostos a oferecer o melhor da vida. Essas mulheres estão cansadas de ter que dividir a conta, se privam do básico para si mesmas e lidam com parceiros imaturos que não as valorizam”, comentou Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio .
O custo emocional e financeiro de um relacionamento disfuncional
A pesquisa encomendada à Opinion Box, empresa especializada em pesquisa de mercado, revela que:
- 25% das mulheres precisaram recorrer a empréstimos por causa de seus parceiros.
- 20% queriam conquistar alguém dando presentes que estavam fora do orçamento.
- 15% agradecemos aos parceiros, mas seus relacionamentos terminaram antes da entrega dos respectivos presentes.
Para chegar a essas dúvidas, o instituto reuniu 1.732 mulheres, coletando dados que mostram as dificuldades e escolhas dentro dos relacionamentos no contexto atual.
O que leva as mulheres a se dividirem por causa de um parceiro?
Segundo a psicóloga clínica e jurídica Andreia Calçada, em geral, há mulheres com algum tipo de dependência emocional dessa relação e desse homem, o que está relacionado à baixa autoestima.
“São mulheres que acabam se mantendo em um relacionamento, muitas vezes abusivo, sem perceber. Muitas não sabem, mas essa situação pode ser caracterizada como abuso patrimonial. Elas se endividam, não conseguem pagar, e acabam ficando com o ônus e o nome sujo. Quando finalmente saem do mesmo padrão, pois não conseguem mudar”, explica Andreia.
Para um profissional, tudo depende de como esse tipo de relação se desenvolve. “É uma relação de dependência e codependência, uma maneira de tentar mantê-la. É algo disfuncional e abusivo, sim. Esse tipo de relacionamento geralmente acontece por causa da falta de uma base familiar ou de um suporte familiar. Não importa se a mulher tem dinheiro ou não. Se ela tem uma estrutura emocional forte e boa autoestima, isso não vai acontecer”, concluiu.

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