O radialista foragido Ítalo Guilherme Alves da Silva Sousa, natural de Campo Maior (PI), voltou a atacar a verdade em mais um vídeo polêmico publicado no Instagram nesta segunda-feira (04). Com um histórico de processos por calúnia, injúria e difamação nos estados do Piauí e Maranhão, o comunicador utilizou de forma indevida e mentirosa o nome do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para tentar livrar seu aliado político, o vereador codoense Raimundo Magalhães, conhecido como Leonel Filho, da acusação de crime de homofobia.

No vídeo, Ítalo Guilherme afirma que o TJMA teria arquivado a denúncia apresentada pela Aliança Nacional LGBT contra o parlamentar, após tramitação no Ministério Público. A informação, no entanto, é completamente falsa. O Tribunal de Justiça do Maranhão jamais apreciou ou arquivou qualquer procedimento referente ao caso, e a tentativa de vincular o nome da Corte ao encerramento da investigação pode configurar crime e resultar em responsabilização judicial.

A estratégia do radialista — já conhecida por quem acompanha suas postagens repletas de ataques pessoais e desinformação — é clara: manipular a opinião pública para proteger Leonel da grave acusação de homofobia, que gerou forte repercussão negativa na comunidade LGBTQIA+ de Codó e em todo o estado.

Foragido da Justiça maranhense, Ítalo Guilherme se desloca frequentemente entre cidades do Maranhão e do Piauí para evitar ser localizado e intimado a responder pelos inúmeros processos a que responde, a maioria por crimes contra a honra. Além disso, ele é suspeito de ter furtado um celular pertencente a um ex-prefeito de Codó — aparelho que, curiosamente, seria o mesmo usado atualmente para gravar os vídeos ofensivos e difamatórios que circulam nas redes sociais.

O ex-prefeito já registrou um boletim de ocorrência relatando o furto e, segundo apurado, deverá solicitar judicialmente o bloqueio do aparelho até que a polícia consiga localizar o radialista e recuperar o celular. A medida pode dificultar ainda mais a propagação de conteúdos falsos e ofensivos publicados por Ítalo Guilherme.

A prática recorrente de disseminar fake news, agredir reputações e se esquivar da Justiça transformou Ítalo em um símbolo da desinformação digital no interior do Maranhão. Agora, ao tentar arrastar o nome do Tribunal de Justiça para dentro de suas narrativas fantasiosas, o radialista ultrapassa mais uma linha perigosa — o que pode custar-lhe ainda mais processos, caso um dia seja localizado para responder por todos eles.