O vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, o Leonel Filho, virou réu em uma Ação Civil de Improbidade Administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal na Justiça Federal.
Na denúncia, o MPF detalha uma sequência de transferências bancárias consideradas suspeitas e afirma que o parlamentar teria recebido R$ 15 mil em meio à movimentação financeira investigada.
Segundo a Procuradoria da República, nos dias 8 e 12 de abril de 2022, a Prefeitura de Codó repassou aproximadamente R$ 1,6 milhão para a empresa Wender Cardoso e Sousa LTDA.
Ainda conforme a denúncia, no dia 12 de abril de 2022, a empresa Wender Cardoso e Sousa LTDA transferiu R$ 60 mil para a empresa C M Cardoso LTDA, apontada pelo MPF como sendo controlada de fato por Teonilo de Lima Pereira, conhecido como Teonilo do Garra, que atualmente também atua como vereador de Codó.
Dias depois, em 19 de abril de 2022, segundo o Ministério Público Federal, Teonilo de Lima Pereira transferiu R$ 15 mil para a conta do vereador Leonel Filho.

O trecho da denúncia afirma textualmente que “o pagamento da vantagem indevida se deu com o objetivo de comprar o apoio ou o silêncio do parlamentar”, descrito pelo MPF como “conhecido opositor político” do então prefeito José Francisco.
A Procuradoria da República afirma que a materialidade e a autoria dos atos investigados estão baseadas em relatórios bancários do sistema SIMBA, dados obtidos pela SPPEA/MPF, além de documentos relacionados ao Pregão Eletrônico nº 15/2021 e contratos derivados.
A denúncia também aponta que Leonel Filho teria recebido outros repasses financeiros ligados a Teonilo de Lima Pereira durante o mandato parlamentar. Segundo o MPF, os depósitos teriam ocorrido tanto na conta pessoal do vereador quanto na conta de seu pai, durante a execução de contratos da Prefeitura de Codó com a empresa L G de Sousa LTDA, também apontada como controlada por Teonilo.

O Ministério Público Federal afirma ainda que esses novos fatos deverão ser aprofundados em uma ação específica de improbidade administrativa.
O processo tramita na Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Caxias-MA. Apesar das acusações, não há condenação definitiva, e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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