A nota de esclarecimento divulgada pela Prefeitura de Codó, após a repercussão da denúncia sobre contratos de R$ 13 milhões com a Rede Sol Fuel Distribuidora S/A — empresa investigada por ligação com a facção criminosa PCC — não surtiu o efeito esperado. Longe de acalmar os ânimos, a explicação oficial provocou uma onda de críticas nas redes sociais.

Nos comentários, a população demonstrou indignação e ironizou o discurso de “legalidade” usado pelo governo de Chiquinho do PT. “Não esclareceu nada”, disparou um internauta. Outro lembrou que a empresa contratada tem sede em São Paulo, sem filial no Maranhão, e questionou: “Já era estranho, e agora ligada ao PCC, tá certo?”

A ausência de informações no Portal da Transparência também foi alvo de críticas. “Desde o início do mandato não são divulgados contratos, nomes de comissionados nem salários. A omissão por si só já é uma irregularidade. Transparência não é favor, é obrigação legal com a população”, escreveu um usuário.

Outros comentários apontaram que a justificativa da prefeitura reforça a desconfiança. “Tá difícil de esclarecer esse contrato, hein prefeito do PCC”, ironizou uma internauta. Já outro lembrou de reportagem nacional sobre o financiamento de facções por meio de relações políticas: “Essas facções estão sendo custeadas com sua maior parte por meios políticos mesmo.”

A reação popular mostra que, para grande parte dos codoenses, a explicação oficial não foi suficiente para afastar as suspeitas. Em vez de encerrar a polêmica, a nota da Prefeitura de Codó acabou abrindo espaço para mais questionamentos sobre a lisura e a moralidade dos contratos milionários firmados com uma empresa investigada por ligação com o crime organizado.