Uma moradora de Codó, mãe de família e responsável pelos cuidados de uma filha autista, fez um desabafo revoltado após receber uma conta de água no valor de R$ 498. A denúncia expõe a situação de vulnerabilidade enfrentada por pessoas que vivem em condições precárias e que, mesmo assim, são surpreendidas com cobranças consideradas abusivas.

Segundo a mulher, na residência vivem sete pessoas, mas a realidade financeira da família é extremamente limitada. O marido está desempregado e não possui nenhuma renda fixa. A única entrada de dinheiro é o benefício recebido pela filha com autismo, além de alguns auxílios pontuais.
“Estou horrorizada. Acabei de pagar uma geladeira parcelada, que custou R$ 356, porque estava sem nenhuma em casa. Agora chega essa conta de quase R$ 500 de água. Eu não tenho condições de pagar, ainda tenho remédios e outras despesas da minha filha”, relatou a mãe.
Ela afirma que estava cadastrada no programa Água para Todos, mas foi retirada da lista há cerca de dois meses. Enquanto estava no cadastro, a fatura variava em torno de R$ 90. Desde que perdeu o benefício, o valor disparou, chegando ao patamar atual.
Indignada, a moradora questiona a falta de sensibilidade da administração municipal. “O prefeito Chiquinho sempre disse que olha pelo povo, mas deveria olhar também pelas famílias que necessitam do benefício. Eu sou pobre, não tenho nem uma moto, só uma bicicleta para me deslocar com minha filha especial. Estão achando que eu sou rica, mas vivo só com o benefício dela”, desabafou.
O caso reforça a necessidade de fiscalização sobre as cobranças de água no município e a garantia de programas sociais básicos para famílias em vulnerabilidade. Até o momento, a prefeitura não se manifestou sobre a denúncia.

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