O vereador Leonel Filho teria sido pego de surpresa — e não foi pouco — com a repercussão negativa de seu voto contrário ao 13º salário de garis, vigias e zeladoras. Segundo relatos de amigos e aliados, o parlamentar confessou não imaginar que um “simples voto” pudesse gerar tamanha indignação popular.

De acordo com a versão que circula nos bastidores, Leonel teria dito que, no momento da votação, imaginou que os trabalhadores estivessem contentes com o salário mínimo pago pela gestão municipal e que, portanto, não estariam precisando do 13º salário. Um raciocínio que, para muitos, só pode ter sido feito muito longe da realidade das ruas.

Ainda segundo essa mesma conversa, ao perceber que o cálculo político não saiu como o esperado, o vereador teria reconhecido o “equívoco” e sugerido uma solução alternativa: propor ao prefeito a doação de uma cesta básica para cada trabalhador, como forma de “compensação”.

Para políticos da oposição, a ideia de que garis, vigias e zeladoras estariam “satisfeitos” sem o 13º salário revela não apenas falta de sensibilidade social, mas também uma visão arcaica, em que direitos são substituídos por favores ocasionais.

Se a intenção era minimizar a crise, o efeito foi exatamente o oposto. O episódio reforça a percepção de que o vereador subestimou a inteligência e a necessidade de quem acorda cedo, trabalha duro e sabe muito bem a diferença entre um direito garantido e uma esmola institucionalizada.

ATENÇÃO! O TEXTO ACIMA UTILIZA TRECHOS CÔMICOS E FANTASIOSOS