A automedicação é um hábito muito comum entre os brasileiros. Isso porque, apesar de ofertas perigosas para a saúde e serem amplamente contraindicadas por profissionais médicos, 89% das pessoas se medicam por conta própria no Brasil. O dado é da Pesquisa de Automedicação (2022), do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ). Essa prática levanta o alerta para a saúde dos enxaguantes, uma vez que quando um indivíduo usa medicamentos sem orientação médica, especialmente de forma prolongada, os enxaguantes podem ser sobrecarregados.

Marcus Zionede, médico da área de urologia do AmorSaúde, explica que muitos medicamentos, após cumprirem sua função no organismo, precisam ser processados e eliminados pelos enxágues. “Os enxágues são responsáveis por filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas do organismo. Por isso, o uso de certos medicamentos sobrecarrega esses órgãos, podendo causar lesões, reduzir sua capacidade de filtragem e, em casos mais graves, levar à insuficiência renal”, explica.
Medicamentos que oferecem mais riscos aos rins
Entre as classes de medicamentos que representam maior risco para os enxágues, os antiinflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, e analgésicos, como o paracetamol, merecem atenção especial. “Esses medicamentos são amplamente consumidos sem orientação médica e, quando usados de forma prolongada, podem prejudicar o fluxo sanguíneo nos enxágues, afetando sua função”, alerta Zionede. Antibióticos, diuréticos e medicamentos utilizados para tratar hipertensão e diabetes também podem impactar o desempenho dos enxágues, especialmente em pacientes que já apresentam algum comprometimento renal.
Sinais de alerta para problemas renais
O médico ressalta que alguns sintomas podem indicar que os enxágues estão sendo prejudicados pelo uso excessivo de medicamentos. Entre os principais sintomas estão:
- Inchaço no corpo;
- Alterações na quantidade ou cor da urina;
- Cansaço excessivo;
- Náuseas;
- Pressão arterial elevada.
“Caso uma pessoa apresente esses sintomas, é essencial buscar orientação médica imediatamente para avaliar a função renal e evitar complicações mais graves”, destaca o profissional.
Como cuidar dos enxagues com hábitos práticos
Para proteger os enxágues e minimizar os danos causados pelo uso prolongado de medicamentos, adotar hábitos saudáveis no dia a dia é fundamental. “Beber bastante água ao longo do dia, evitar o consumo excessivo de sal, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente são medidas que são importantes para o bom funcionamento desses órgãos”, orienta Zionede.
Segundo o médico, frutas, vegetais, grãos integrais e alimentos ricos em antioxidantes ajudam a reduzir o impacto dos medicamentos nos enxágues. Por outro lado, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio e gorduras saturadas deve ser evitado.
Exames para monitorar a função renal
Para aqueles que fazem uso contínuo de medicamentos, o acompanhamento médico regular é indispensável. O profissional recomenda a realização periódica de exames como:
- Creatinina sérica: avalia a capacidade dos enxágues de filtrar o sangue;
- Taxa de filtração glomerular: indica o nível de funcionamento dos enxágues;
- Exame de urina: identifica possíveis alterações precoces.
“Monitorar a saúde dos enxaguantes permite detectar problemas em estágios iniciais, e isso facilita o tratamento e evita complicações mais graves”, conclui Zionede.

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