Escolher entre empreender ou trabalhar com carteira assinada é uma decisão que depende de fatores como perfil profissional, tolerância ao risco e objetivos de carreira. Enquanto o emprego formal garante benefícios como FGTS, 13º salário e férias remuneradas, o empreendedorismo proporciona maior autonomia e potencial de crescimento financeiro, mas exige planejamento e resiliência.

A consultora de RH e gerente de Trabalhabilidade do Ser Educacional, Tainã Araújo, destaca que ambos os caminhos apresentam vantagens e desafios. “O emprego com carteira assinada oferece previsibilidade, direitos trabalhistas e segurança para quem busca estabilidade. Já o empreendedorismo exige planejamento, disposição para lidar com riscos e capacidade de inovação, mas pode trazer maior liberdade e ganhos escaláveis”, explica.

Mesmo dentro do regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), características empreendedoras vêm sendo cada vez mais valorizadas pelo mercado. Segundo um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), empresas com profissionais intraempreendedores têm 35% mais chances de crescimento acelerado. “A postura proativa e a capacidade de resolver problemas de forma independente são altamente exigidas. Mesmo quem opta pela carteira assinada precisa desenvolver habilidades como inovação, liderança e gestão de projetos”, reforça Tainã.

Para quem deseja empreender, é essencial ter um planejamento sólido. O Brasil, apesar de ser um país com altas taxas de empreendedorismo, apresenta desafios como burocracia, carga tributária elevada e dificuldade de acesso ao crédito. “O empreendedor precisa estar preparado para oscilações no resultados e a necessidade de adaptação ao mercado No entanto, quem se planeja bem pode alcançar expressivos”, acrescenta a consultora.

Independente da escolha, o mais importante é alinhar os objetivos profissionais ao modelo de trabalho mais adequado. Seja na CLT ou no empreendedorismo, o sucesso depende da capacidade de aprendizado contínuo, visão estratégica e adaptação às mudanças do mercado.

Além disso, a formação acadêmica e a capacitação contínua desempenham um papel crucial na preparação para ambos os caminhos. As instituições de ensino têm disciplinas incorporadas, práticas de empreendedorismo, mentorias e parcerias com empresas para estimular uma atitude inovadora nos alunos. “A educação voltada para o mercado de trabalho precisa equilibrar o desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais, preparando tantos futuros empreendedores quanto os profissionais que desejam crescer dentro das empresas”, conclui Tainã Araújo.