Quase dois meses após o primeiro apelo público, a situação da paciente Maria de Jesus da Silva, de 49 anos, continua sem solução no Hospital Geral Municipal de Codó (HGM). A família denuncia que, apesar da gravidade do quadro clínico, nenhuma transferência foi efetivada para uma unidade com estrutura adequada para tratamento cardiológico especializado.

Segundo relatos encaminhados à reportagem, Maria de Jesus segue internada enfrentando complicações graves. Desde a primeira matéria publicada no dia 8 de fevereiro, o quadro teria se agravado. A paciente já sofreu paradas cardíacas, apresentou problemas pulmonares e necessita de acompanhamento especializado que, conforme informado anteriormente aos familiares, não estaria disponível na unidade municipal.

Ainda de acordo com a família, a paciente precisa com urgência de uma cirurgia cardíaca e da transferência para um hospital em São Luís, onde há suporte em cardiologia de alta complexidade. O que causa indignação é que, mesmo diante do tempo prolongado de internação e das sucessivas pioras, nenhuma solução concreta foi apresentada.

A pergunta que fica é: o que está impedindo essa transferência? Falta de vaga? Falta de regulação? Falta de prioridade? Enquanto os trâmites burocráticos se arrastam, uma vida segue em risco.

A família faz um novo apelo às autoridades de saúde do município e do Estado para que adotem providências imediatas. Saúde é direito garantido pela Constituição, e omissões ou demora injustificada podem ter consequências irreversíveis.

O espaço segue aberto para que a Secretaria Municipal de Saúde e a direção do HGM se manifestem sobre o caso.